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mulher colocando post it em um quadro

Quantas vezes você se pegou pensando “O que vou passar no meu status amanhã na reunião do time?” ou “Ontem somente ajudei um colega e não há atividades no meu nome. E agora?” ou ainda “Preciso sempre passar um status na reunião diária?”

Se você já passou por uma situação dessa, fique tranquilo! É comum não termos sempre um status ou algo que precise ser compartilhado com todo o time. E quem pode nos ajudar com isso? O Kanban!

Afinal, o que é o Kanban?

O Kanban — palavra japonesa que significa cartão, é um sistema criado por Taiichi Ohno, um funcionário Toyota em 1940 (Sim, em 1940!) para controlar os fluxos de processos dentro da fábrica, visando agilidade na produção de veículos. Há quem diga que a inspiração veio da forma com que os supermercados organizavam suas prateleiras.

Assim como hoje, os supermercados gerenciavam o seu fluxo estocando produtos suficientes para atingir a demanda do consumidor, evitando grandes estoques e consequentemente custos de armazenagem.

Pois bem, a Toyota adotava um processo parecido para gerenciar seu inventário de peças e materiais para produção de automóveis. Sendo assim, Ohno desenvolveu o cartão “Kanban” para alinhar os níveis de estoque com a demanda destes materiais.

E como isto funcionava?

· Um cartão informando o nível atual dos materiais era passado entre os diferentes times de trabalhadores da fábrica;

· Quando o estoque dos materiais estava baixo, um Kanban (cartão) era passado ao depósito para informar a demanda;

· Então, o depósito sinalizava essa necessidade aos fornecedores para que mais materiais fossem enviados ao depósito.

Esse processo hoje é conhecido como “just in time”. Ele evoluiu, ultrapassou o “chão de fábrica” e hoje é adotado por vários segmentos onde é necessário ter agilidade às mudanças.

Então o Kanban é o mesmo desde 1940?

A resposta é “Não”. O método Kanban é uma abordagem evolucionária e incremental de mudança de processos para organizações, criado em 2010 por David J. Anderson. Este método combina o “Kanban original” com o lean mindset e a teoria das restrições. A ideia foi criar uma abordagem enxuta voltada principalmente para o desenvolvimento ágil de software.

E como funciona então?

O Kanban é composto por uma cadeia de valor, onde cada cartão representa uma unidade de trabalho, que trafega SEMPRE da esquerda para a direita. Sendo assim, a cada etapa do processo, mais valor é adicionado ao item. Ou seja: somente é agregado valor ao cliente quando o cartão é concluído!

Vamos então explicar melhor, utilizando este quadro bem simples.

Neste quadro temos cartões que representam as unidades de trabalho, sendo que elas poderiam ser por exemplo: novas funcionalidades, correção de defeitos ou melhorias.

No exemplo acima, podemos observar as seguintes “raias” no quadro:

· To do: Seriam as atividades já priorizadas e selecionadas para trabalho;

· In Progress: Atividades que estão em desenvolvimento;

· Testing: Atividades que estão em validação pelo time de teste;

· Done: Atividades que foram concluídas.

E como isso funcionaria na prática?

1- As atividades priorizadas são movidas do backlog para a coluna “To do”;

2- Um membro do time se torna responsável pela atividade. Sendo assim, ele identifica isso no cartão e a move para “In Progress”;

3- Após a sinalização da conclusão desta etapa da atividade, o cartão geralmente “troca de dono” e é movido para a coluna “Testing”;

4- Após a conclusão do teste, o cartão é movido para a raia “Done”, sinalizando que esta atividade foi concluída.

Lembrando que: Dentro de cada etapa, havendo banda disponível, a pessoa que entrega uma atividade pode “puxar” uma nova atividade.

Como assim?

O Kanban é um sistema PUXADO!

Sistema puxado é aquele em que os participantes “puxam” o trabalho quando a etapa anterior for concluída e houver capacidade para executá-lo.

Um sistema puxado nunca irá sofrer com sobrecarga se os limites forem estabelecidos corretamente. A ideia desta prática é buscar um equilíbrio entre a capacidade e a demanda recebida pelo time.

No Kanban, estimulamos as pessoas a olharem para o fluxo fim a fim e buscarem formas de aumentar a vazão. Inclusive, uma prática bastante estimulada no Kanban é a colaboração entre os membros. Exemplo: Um desenvolvedor pode ajudar uma pessoa do time de testes, fazendo com que as atividades sejam concluídas mais rapidamente. O importante é aumentar a vazão do time como um todo! E não que cada membro do time pense somente em suas próprias atividades.

Este é um primeiro pequeno artigo de vários (espero rs) onde abordaremos assuntos relacionados ao Kanban. Logo teremos novos artigos, onde traremos mais detalhes e aspectos desta metodologia que tem sido cada vez mais utilizada nos projetos de desenvolvimento de software.

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