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"É importante estar aberto para aprender coisas novas"

No Dia da Mulher, Renata fala sobre sua carreira e dá dicas para quem quer trabalhar na área.

Publicado em 07 Mar 2019

Ter uma carreira profissional de sucesso e ser mãe ao mesmo tempo ainda é um dos principais desafios enfrentados pelas mulheres – que, apesar disso, vêm conquistando cada vez mais espaço nos mais diversos segmentos, entre eles, o de tecnologia. É o caso de Renata Martins dos Anjos, nossa Diretora de Desenvolvimento Corporativo. Sempre disposta a enfrentar desafios, Renata assumiu vários riscos durante sua bem-sucedida carreira profissional. Nesta entrevista, ela conta um pouco dessa trajetória.   Qual a sua formação e o que a levou à escolha da sua profissão? Me formei em Computação, na Unicamp. Eu diria que a escolha da profissão foi fortuita porque, aos 17 anos, eu tinha muitas dúvidas, como todo jovem nessa idade. Foi o diretor do cursinho onde eu estudava que sugeriu que eu fizesse Computação, por ser uma carreira nova e com boas oportunidades para mulheres.   Como foi o começo da sua carreira? Comecei com desenvolvimento de software em uma empresa que fabricava centrais telefônicas. Na época, havia reserva de mercado no Brasil. Quando acabou a reserva, as multinacionais vieram para cá e a empresa acabou sendo comprada.  E, na verdade, a minha carreira foi mudando. Comecei como desenvolvedora de software, mas, com o tempo, meu papel mudou para integradora de software e, depois, para teste de software. Essa mudança foi importante, porque foi quando comecei a enxergar as coisas com outra perspectiva, passando a entender o funcionamento do sistema.   E como foi o começo do seu trabalho no SiDi? Foi um grande desafio. Em 2005 o SiDi ainda estava em um estágio bem inicial, com pouco mais 50 pessoas. Ainda não havia uma política de qualidade de software e o objetivo – para o qual fui contratada – era implantar um modelo nessa área. Com o tempo, porém, fui assumindo outras atividades, que deram formato à posição que ocupo hoje – que é de Diretora de Desenvolvimento Corporativo. Uma posição que congrega atividades diferentes, como Recursos Humanos, Financeiro, Administrativo, Qualidade, Inovação, Comercial e TI.   E como você vê esse novo momento do instituto? É um desafio, mas eu estou confiante. Com a mudança da Lei de Informática vamos ter de investir bastante para nos tornarmos mais conhecidos no mercado, o que abrirá mais portas. Temos plenas condições de fazer isso; é uma questão de saber administrar – até mesmo a ansiedade.   Agora, amanhã é o Dia da Mulher. Falando um pouco do seu lado pessoal, conciliar uma carreira profissional bem-sucedida com o papel de mãe certamente foi um desafio… De fato, é difícil, mas eu sempre pensei: se outras mulheres conseguem levar a maternidade e a vida profissional, eu também consigo. Eu decidi não parar de trabalhar. Foi uma maratona, mas eu sempre pude contar com a ajuda de outras pessoas. Minha primeira filha nasceu na Espanha e eu quis voltar para o Brasil, porque não me sentia segura de cuidar de um bebezinho sem família por perto. Nessa volta, encontrei uma situação difícil no trabalho e tive de enfrentar uma situação de dupla insegurança. Querendo ou não, a volta da licença-maternidade normalmente é um período de insegurança profissional… Naquela época, inclusive, a licença era de apenas quatro meses. Mas eu sempre tive humildade para pedir ajuda a outras pessoas e, com criatividade, consegui encontrar meios de conciliar as duas coisas.   Que dica você daria para uma garota recém-formada que está entrando nesse mundo da tecnologia? Levar a carreira com seriedade, atribuindo o valor que ela tem, porém de uma maneira  leve. É importante estar aberto para aprender coisas novas e ter perseverança para enfrentar os desafios – porque nem tudo é fácil e a gente encontra pessoas difíceis no caminho, mas que servem para ensinar a gente. Para as mulheres, que ainda precisam lidar com muitos preconceitos, vale dizer que eles tendem a acabar logo quando a mulher demonstra que é capaz de fazer um bom trabalho.